Como economizar água em casa e no seu condomínio? 7 dicas para reduzir custos

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Uma pesquisa divulgada pela Agência Nacional da Água (ANA) informa que cerca de 48% dos brasileiros não controlam seu consumo. Isso significa que boa parte da população não sabe o quanto economizar água em casa pode ajudar, não apenas nas finanças domésticas e no gasto com condomínio, mas também como forma de ajudar o meio ambiente.

Se você quer fazer parte de uma mudança que impactará positivamente o seu entorno (além de contribuir para a redução dos gastos da sua casa ou do seu condomínio) este é o post certo. Confira nossas dicas para economizar água de maneira inteligente e sustentável!

Qual a importância do consumo consciente de água?

A água é um dos bens mais preciosos que existem no planeta Terra. Fundamentalmente, é ela que possibilitou a origem e a manutenção da vida. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ela não é um recurso infinito, pois pouca parte do volume total disponível é adequado para consumo humano.

Dessa forma, cabe a cada habitante do globo zelar pelo seu bom uso. O desperdício deve ser evitado e a destinação de água usada deve ser bem-feita, para que não haja contaminação dos lençóis freáticos limpos que existem atualmente.

Como economizar água em casa com mudanças de comportamento?

A mudança de comportamento é o primeiro ponto a ser trabalhado por quem deseja economizar água em casa ou no condomínio. Afinal de contas, de nada adiantam sistemas elaborados se o condômino não tem a consciência de que o desperdício de água impacta no próprio bolso e no meio ambiente.

Para conhecer boas práticas que ajudem na economia desse bem tão precioso, acompanhe as 7 dicas abaixo que trouxemos para você!

1. Modernizar os eletrodomésticos e usá-los em sua capacidade máxima

Uma informação pouco divulgada é que as máquinas de lavar roupas com abertura frontal consomem até três vezes menos água quando comparadas aos modelos com abertura superior. Isso se dá, principalmente, em razão do movimento que elas usam para efetuar a limpeza das roupas.

A máquina com abertura superior lava os itens com movimentos circulares. Já a máquina de abertura frontal faz movimentos de cima para baixo, simulando uma lavagem com as mãos. Além de expressiva economia de água, essas máquinas são mais eficientes, promovendo também economia de energia e até mesmo de sabão. Assim, como se trata de um produto químico que será despejado ao fim do processo, ter essas máquinas significa colaborar com o meio ambiente.

No entanto, deve-se ter atenção a um detalhe: na abertura frontal, normalmente, a porta se trava e não permite a inclusão de novos itens durante os ciclos. Então, o ideal é não ligar a máquina de lavar roupas sem que ela esteja totalmente cheia, pois isso gerará um desperdício considerável de água. O ideal é aproveitar cada processo de lavagem de roupas em sua totalidade.

Portanto, é interessante que a máquina só seja ligada quando estiver em sua capacidade máxima. A mesma ideia vale para o “tanquinho” e para a máquina de lavar louças. Fazer ciclos de lavagem nesses aparelhos com poucos itens é um grande erro.

2. Reusar a água da máquina de lavar roupas

Outra excelente prática para quem mora em casa ou apartamentos com áreas externas é reusar a água da máquina de lavar roupas para limpeza do quintal ou da calçada. Na maioria das residências, essa água com sabão é simplesmente despejada fora. Como ela é resultado de um processo de lavagem de roupas, nada impede que a mesma seja usada na limpeza de solos.

3. Otimizar o acionamento da descarga.

Você sabia que vasos sanitários com caixa acoplada promovem a economia de até 90% de água? Eles são mais modernos que a descarga acionada pela válvula na parede, que usa de 30 a 40 litros de água por fluxo. Se você optar pela caixa acoplada com acionamento duplo, o consumo será em torno de 3 a 6 litros por fluxo.

Outra medida simples e bastante popular é colocar uma garrafa de água cheia no interior do reservatório da caixa de descarga. Se a garrafa for de um litro, por exemplo, significa que esse volume será economizado toda vez que houver acionamento. Para encontrar o tamanho ideal da garrafa (600ml, 1 ou 2 litros), basta fazer testes. Encontrada a melhor opção, esta pode ser implementada sem dificuldades em qualquer residência, até mesmo nas mais simples.

4. Controlar a vazão nos pontos de consumo

Inicialmente, é preciso distinguir os conceitos de vazão e pressão que, apesar de terem relação direta, não devem ser confundidos. Pressão é a força exercida sobre algo enquanto vazão significa o fluxo de um determinado fluido em um dado espaço de tempo.

No caso específico da hidráulica predial, a pressão em um determinado ponto de consumo (tais como torneiras e chuveiros) tem relação direta com a distância vertical entre o ponto e a caixa d’água: quanto mais alto estiver o reservatório de água, maior será a pressão exercida nos locais de saída do líquido.

Dado que (em regra) não é possível mudar essa distância vertical entre o ponto de consumo e a caixa d’água, controlar a pressão é uma tarefa complexa, que exige acompanhamento técnico e uso de equipamentos específicos. Em outras palavras, não é um trabalho para amadores e, sim, para profissionais. Isso pode dificultar a ação de forma que aconteça rotineiramente dentro de um lar.

A vazão, por sua vez, consiste no volume de água escoada em um determinado intervalo de tempo. Ao contrário da pressão, essa é uma grandeza que pode ser facilmente controlada. Por conseguinte, é uma ação mais fácil de ser adotada por uma família, por exemplo, por ser mais simples de ser executada e não precisar da contratação de um profissional especializado para ser feita.

Por exemplo, imagine um banho de 10 minutos tomado pelos moradores do 10º e do 6º andar de um mesmo prédio. O banho do morador do 6º andar consumirá uma quantidade significativamente maior de água que o do morador do 10º andar.

Isso porque o chuveiro do 6º andar está muito mais distante da caixa d’água, fazendo com que a pressão nesse ponto seja maior. Por consequência, a vazão nesse chuveiro também será maior. Para regulagem da vazão, é recomendado o seguinte procedimento:

  • abra sua torneira ao máximo;
  • diminua, aos poucos, a abertura do registro de água;
  • você notará a vazão diminuindo, mesmo com a torneira no máximo;
  • continue reduzindo até encontrar o ponto ideal de vazão para consumo, sem que haja desperdício.

O processo mencionado acima pode ser feito por qualquer pessoa e não tem custo. Como alternativa ao procedimento descrito, existem dispositivos que podem ser facilmente instalados diretamente nas torneiras e chuveiros, sem necessidade de contratação de especialistas. Tais dispositivos são conhecidos como aeradores ou constritores de vazão.

A economia de quem faz um controle de vazão bem-feito chega facilmente a 15%, sem necessidade de alteração dos hábitos de consumo. Portanto, pode-se notar que é uma medida de fácil implementação dentro de uma casa, já que não requer conhecimento de um especialista da área de hidráulica.

Como dissemos, há boas técnicas que podem ser implementadas no seu condomínio para reduzir o consumo de água. Todas elas podem (e devem) ser discutidas no momento oportuno em uma assembleia, pois visam o bem comum ao racionalizar o consumo de água, tornando a conta de todos bem mais barata. Abaixo, você encontrará as medidas que mais causam impacto.

5. Fazer a troca preventiva de equipamentos hidráulicos

A troca preventiva de equipamentos relacionados à parte hidráulica de um condomínio costuma ser um excelente investimento. Isso porque tais equipamentos mostram-se baratos, enquanto o prejuízo decorrente de perdas advindas do aumento no consumo de água (e de falhas ou desgastes destes) é muito alto.

Um simples conserto de torneira que apresenta vazamentos custa poucos centavos. Contudo, se o reparo desta estiver desgastado, a água vai pingar ou escorrer continuamente, podendo causar um prejuízo de centenas de reais, pois o volume desperdiçado ao fim de um dia é enorme.

Ademais, a fim de evitar desgastes naturais, os reparos das válvulas de descarga devem ser trocados a cada quatro ou cinco anos. As boias das caixas d’água também precisam de manutenção a cada oito ou dez anos, pois, após esse período, elas costumam falhar e não conseguem mais promover o fechamento automático da vazão de água quando a caixa se enche.

Isso também costuma gerar prejuízos da ordem de milhares de reais. Pode parecer um exagero, mas quando somado todos esses desperdícios ao longo de um ano, a conta facilmente chega nessa cifra. Um grande problema é que o olho humano não consegue perceber essas falhas porque elas ocorrem de maneira sorrateira, inclusive na calada da noite e durante a madrugada.

6. Conferir diariamente o macromedidor (medidor da companhia de saneamento)

Alguns vazamentos demoram a ser identificados e geram grandes surpresas na conta de água. Para evitar prejuízos, é recomendável que o síndico do condomínio confira e anote diariamente a leitura do medidor da companhia de saneamento. Dessa forma, variações elevadas por dias sucessivos serão um forte indicativo de ocorrência de vazamentos.

Uma análise cautelosa poderá evitar grandes perdas de água e dinheiro. Caso o vazamento não seja facilmente identificado, verifique os encanamentos do condomínio que ficam sob a terra. O reservatório de água inferior existente nesses locais costuma ser outro ponto comum de vazamento difícil de ser constatado.

Nesse caso, dois principais fatores devem ser observados:

  • se o “ladrão” funciona como esperado;
  • se a impermeabilização está intacta.

7. Implementar a individualização de água no condomínio

Você já sabe o que é a medição individualizada de água em condomínio? Com ela, cada morador paga somente pela quantidade de água efetivamente consumida, tornando a cobrança mais justa. Não bastasse isso, ela possibilita que os condôminos tenham uma maior consciência dos próprios hábitos de consumo.

A implementação da individualização de água no condomínio traz muito mais que apenas economia. Considerando que os esforços individuais passam a refletir imediatamente nas contas de cada usuário, a tendência é que as pessoas mudem seus hábitos e economizem água. Por isso, trata-se uma ótima medida para economizar água em casa e no prédio.

Agora que você já sabe como economizar água de maneira eficiente, aproveite para compartilhar este artigo em suas redes sociais!

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2 thoughts on “Como economizar água em casa e no seu condomínio? 7 dicas para reduzir custos

  1. Muito interessante e útil este artigo! Gostaria que sua empresa fizesse uma visita à minha residência para fins de consultoria e orientação. Muito grata.

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