Despesas ordinárias e extraordinárias: quem deve pagar cada uma?

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Um dos principais desafios da gestão de condomínios é a negociação frequente com os condôminos. Geralmente, essa situação é causada pela ausência de consenso em relação a algumas despesas, principalmente quando falamos de obras. As despesas ordinárias e extraordinárias formam um tema que deve estar claro tanto para o síndico quanto para os moradores do condomínio.

Neste post, mostramos o que significam despesas ordinárias e extraordinárias e algumas dicas para esclarecer isso para os condôminos. Aproveite a leitura!

O que são as despesas ordinárias e extraordinárias?

Trabalhar as contas do condomínio é uma atividade muito sensível e que merece total atenção, não é verdade? Os custos são variados. Contudo, existe uma segmentação entre o que é responsabilidade da gestão e o que está a cargo dos moradores do condomínio. Além disso, existem aquelas que são categorizadas conforme a sua natureza de evento.

As despesas ordinárias e extraordinárias são conceituadas de acordo com esse critério de eventualidade ou não. Inclusive, elas podem ser aplicadas tanto para o condomínio quanto para o condômino. Algumas particularidades vão definir quem é o responsável, se é uma das partes ou ambas. A seguir, saiba mais sobre cada uma delas.

Ordinárias

As despesas ordinárias são aquelas recorrentes, ou seja, não são eventos incomuns no dia a dia do condomínio. Um exemplo disso é a taxa condominial, de responsabilidade do morador. Além dessa, podemos citar a conta de água das áreas comuns do condomínio, que pode ser mensurada por meio da individualização de água. O serviço de manutenção das áreas comuns é outro exemplo de despesa ordinária de responsabilidade da administração.

Extraordinárias

Ao contrário das despesas ordinárias, as extraordinárias são aquelas nas quais o evento de causalidade é o que as definem, como o caso de vazamentos ou de obras. O que vai configurar se é uma responsabilidade do condômino ou da administração é o contexto no qual essa despesa é feita e o que a causou.

Podemos citar, por exemplo, obras realizadas no interior de um apartamento para fins de design. Não é algo que um morador vai realizar com frequência e é uma responsabilidade dele, que planejou a obra. Contudo, o síndico deve acompanhar, para garantir que nenhuma alteração prejudique a estrutura do prédio e exponha os moradores a riscos.

Como alinhar essa informação com os condôminos?

Uma das responsabilidades do síndico é estimular a transparência na comunicação. O compartilhamento de conteúdos relacionados aos temas do condomínio deve estar no plano de ação da gestão condominial. Para tanto, a administração pode produzir materiais que esclarecem dúvidas comuns na temática de despesas ordinárias e extraordinárias e compartilhá-los nos murais de comunicação do condomínio, nas reuniões da assembleia ou por meio da tecnologia, via WhatsApp.

O debate entre as contas que são de responsabilidade da administração do condomínio e dos moradores é uma situação recorrente. Muitas vezes, a ausência de conhecimento sobre o assunto dá abertura para que situações delicadas, como discussões e processos jurídicos, sejam desencadeadas. É preciso garantir o alinhamento do que concerne a cada uma das partes.

Usando os canais de comunicação adequados e uma linguagem simples, com certeza, a administração do condomínio vai conseguir reduzir possíveis problemas em decorrência da ausência de consenso sobre as despesas ordinárias e extraordinárias. Faça pesquisas e colete dados dessas ocorrências para identificar se as ações feitas surtem efeito positivo e o que pode ser feito para melhorar mais o resultado.

O que você achou deste post? Se você se interessou pelo assunto e quer aprofundar seus conhecimentos em relação às despesas de um condomínio, confira o nosso post sobre a taxa condominial.

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